quinta-feira, abril 17, 2003

Mas esse poeminha foi triste...
=/

Dois coelhos com uma só "cajadada"
Matando a saudade do Millôr e prestando uma homenagem/brincadeira ao Bonazzi, em sua caverna...

Que Manoel Bandeira me perdoe, mas

Vou-me embora de Pasárgada
by Millôr Fernandes

Vou-me embora de Pasárgada
Sou inimigo do Rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei
Aqui eu não sou feliz
A existência é tão dura
As elites tão senis
Que Joana, a louca da Espanha,
Ainda é mais coerente
Do que os donos do país.

A gente só faz ginástica
Nos velhos trens da Central
Se quer comer todo dia
A polícia baixa o pau
E como já estou cansado
Sem esperança num país

Em que tudo nos revolta
Já comprei ida sem volta
Pra qualquer outro lugar
Aqui não quero ficar.
Vou-me embora de Pásárgada

Pasárgada já não tem nada
Nem mesmo recordação
E nem fome nem doença
Impedem a concepção
Telefone não telefona
Drogas são falsificadas
E prostitutas aidéticas
São as nossas namoradas.

E se hoje acordei alegre
Não pensem que vou ficar
Nosso futuro já era
Nosso presente já foi
Dou boiada pra ir embora
Pra ficar não dou um boi .
Dou quase nada, coisa pouca,
Somente uma vaca louca.

Fim de uma ótima companhia para o almoço
Terça-feira foi meu último almoço com Cesar Tralli...
Depois da mudança de horário de trabalho por causa da facul, passei a almoçar alguns dias sozinhas (snifs... que triste... ó drama)...
Descobri que na companhia de um bom livrinho, regado com um bom cafezinho após a refeição e o belo cigarrinho disgestivo, as horas passam de forma agradável e menos entediante... que seria se estivesse sozinha...
O livro da vez e da descoberta foi "Olhar Crônico", gostosinho e fácil de ler, com as pequenas visões pessoais de Cesar Tralli, enquanto correspondente internacional.
No momento estou pensando se adoto algum novo livrinho... já que estou entrando no (sub)mundo do Solaris 8... e misturar os dois não vai ser legal... O livrão certamente não fará companhia durante meu almoço sagrado de cada dia... Não que eu não goste... muito pelo contrário... mas, veja bem, hora de refeição é hora de alegria!
Ainda que a Dany não iria gostar muito de ver alguns grãos de arroz grudando as páginas...